sexta-feira, 21 de julho de 2017

Falta de verbas pode adiar a volta às aulas na UERJ.

Durante a reunião da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), realizada nesta sexta-feira (21/07), no auditório da reitoria da UERJ no Rio, o reitor da UERJ, Ruy Garcia Marques, disse que o início do ano letivo de 2017 na universidade, que estava previsto para agosto, pode não acontecer. O motivo é a falta de recursos para pagamento de professores, funcionários, bolsistas e o funcionamento do restaurante universitário.


O reitor disse também que os docentes e técnicos administrativos não têm recursos sequer para locomoção de casa para o trabalho e alimentação. Ruy Garcia informou que estava previsto iniciar o primeiro semestre letivo de 2017 em 1º de agosto, mas, com três meses de salários atrasados, com bolsas de alunos e professores atrasadas e atraso no décimo terceiro de 2016, fica impossível iniciar as aulas. 



Em sua entrevista, o reitor declarou que se não houver algum acordo relativo a uma tentativa de regularização dos salários nas próximas semanas, não haverá condições de a UERJ funcionar. No entanto, ele acredita que a crise que afeta a UERJ deverá começar a ser resolvida a partir de setembro, quando o governo do Rio prometeu regularizar as pendências financeiras com o funcionalismo, com a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal do Governo Federal. Apesar da previsão do reitor, o prazo pode ser menor, visto que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, estimou que o estado vai conseguir regularizar os pagamentos dos servidores em agosto.

O presidente da ABRUEM, Aldo Nelson Bona, reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO), disse que a crise da UERJ é a mais grave das instituições públicas de ensino superior do país, mas que todo o sistema está sofrendo com falta de verbas. Para ele, uma das soluções é aumentar as parcerias com as empresas a fim de diminuir a dependência do setor público.

Segundo Aldo, a crise pela qual passa a UERJ não é exclusividade, pois outras universidades estaduais, municipais e instituições federais também passam por dificuldades financeiras. A crise está afetando o sistema de educação superior e de ciência e tecnologia do país. Mas a crise da UERJ é muito mais aguda e é preciso uma solução que envolva um conjunto de ações, exigindo a discussão de um novo modelo de financiamento e passando por uma interação, cada vez mais necessária, entre academia e setor privado, disse o presidente da ABRUEM.

Regularização dos pagamentos dos servidores.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, estimou que o estado vai conseguir regularizar os pagamentos dos servidores em agosto (2017). O governo estadual está negociando a venda da folha de pagamentos, o que, segundo ele, representará um “valor significativo”.

Venda da Cedae - Pezão acrescentou que a administração fluminense apresentou uma proposta ao Governo Federal de compra da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que representaria um aporte ao estado de R$ 3,5 bilhões, valor equivalente ao empréstimo autorizado pela Assembléia Legislativa do Rio (ALERJ) para a venda. “Foi uma das hipóteses que nós colocamos do BNDES participar e de comprar as ações da CEDAE”, informou.

Segundo Pezão, ainda não há definição sobre o valor de venda da empresa. “Não tem essa avaliação ainda. Estamos contratando uma empresa, uma instituição, para fazer rapidamente a avaliação da empresa para ver o valor e o que a gente vai negociar. Não tem modelo nenhum definido quanto à venda da Cedae”, disse.
O governador informou que nos próximos dias terá uma reunião com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, e com o Secretário-Geral da Presidência, ministro Moreira Franco, para tratar da negociação da CEDAE.

Matéria e fotos: Luiz Martins


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